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RETRATOS DO FEMINICÍDIO NEGRO NO PORTAL G1: A BANALIZAÇÃO DA VIOLÊNCIA E A NEGLIGÊNCIA RACIAL
Última alteração: 2021-01-11
Resumo
Este artigo científico busca analisar especificidades em matérias jornalísticas sobre feminicídios negros veiculadas no Portal G1, que demonstram problemáticas no exercício jornalístico ao tratarem a violência de gênero com descaso e ignorarem problemáticas raciais envolvidas no assassinato de mulheres negras. Visando responder o problema de pesquisa “Como a exposição massiva dos crimes de feminicídio pelo Portal G1 pode banalizar a violência de gênero e negligenciar recortes de raça?”, a amostragem contemplou o período de março a maio de 2016, a fim de entender problemas na prática jornalística que permanecem mesmo um ano após o sancionamento da Lei do Feminicídio (nº 13.104, de março de 2015), que reconhece feminicídio como circunstância qualificadora do crime de homicídio. Trazendo nomes como Florestan Fernandes (O Negro no Mundo dos Brancos), Françoise Vergès (Um feminismo decolonial), Heleieth Saffioti (Gênero, Patriarcado, Violência) Lélia Gonzalez (Racismo e Sexismo na Cultura Brasileira), Muniz Sodré (Claros e Escuros: Identidade, Povo e Mídia no Brasil), entre outros, o referencial teórico foi escolhido para analisar o desenvolvimento do racismo no Brasil e suas manifestações na mídia, além de buscar compreender como a violência afeta mulheres negras de maneira diferenciada perante mulheres não racializadas, compreendendo manifestações do racismo constantemente ignoradas em várias abordagens voltadas a gênero.
Palavras-chave
Racismo; Feminicídio Negro; Violência de Gênero
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