Última alteração: 2019-11-29
Resumo
A investigação por uma fundamentação universal racional advinda da razão ou da natureza (biológica) do indivíduo, ainda conquista grande parte do debate na filosofia moral moderna. O artigo que se segue, por meio do pensamento de Charles Taylor, filósofo canadense, que é situado como comunitário dentro atual debate na América do Norte entre Liberais e Comunitários, procura, em sua filosofia da ação moral e do Self demonstrar a contradição que teorias instrumentais da razão entram em relação ao conceito de Pessoa. Caso o artigo resulte em um sucesso na pesquisa em que, entre outras aproximações, a questão do que é ser uma Pessoa, no sentido moderno, e agir moralmente mostraram-se indissociáveis. Outrossim, após os esclarecimentos e apresentação da Filosofia de Taylor, focando-se nas teorias da década de 80 do autor, seguirá de decorrência problemas insolúveis às Filosofias práticas que fundam-se nas teorias instrumentais da razão. Teorias como o utilitarismo, bem como as derivações do kantismo que vêm reformulando-se através dos séculos, inclusive no debate Norte Americano que Taylor se insere, se mostrarão como uma visão reducionista à chamada ação humana, na esfera da ética. Ademais, o artigo trata de responder problemas que Taylor indica ter surgido no âmago dessas discussões no mundo moderno em resposta à “falácia naturalista”.