Última alteração: 2019-12-09
Resumo
A violência contra a mulher é um fenômeno histórico, resultado de uma antiga construção social, baseada no patriarcado e nas relações de desigualdade de gênero. Malgrado a violência doméstica seja um problema de saúde pública, devido às suas consequências cruéis a toda sociedade, somente na década de 1980 os debates acadêmicos e políticos obtiveram visibilidade em nosso país, graças aos esforços dos movimentos feministas. É notório que as mulheres sempre sofreram abusos, principalmente em seus lares, isto por simplesmente serem do sexo feminino, independendo, pois, de sua situação financeira ou social. Diante deste cenário, o estudo teve como objetivo analisar a violência doméstica sofrida pela mulher brasileira, englobando as raízes do patriarcado em nosso país, bem como as relações hierárquicas entre homens e mulheres, explorando, assim, a cultura de dominação e submissão. Com isso, o cerne desta pesquisa é identificar se a dependência financeira deixa as mulheres mais suscetíveis à violência perpetrada por seus parceiros. Isto, porque, para a mulher sempre lhe fora imposta a obrigação da realização de atividades domésticas e dos cuidados com a prole. Enquanto o homem seria o responsável pelo laboro e sustento da família. Por fim, é de suma relevância verificar os demais fatores que acarretem o silêncio da vítima e, consequentemente, o medo de denunciar seus agressores. Cumpre salientar, ainda, a necessidade de uma breve análise acerca do tratamento jurídico brasileiro a este fenômeno, principalmente pelos instrumentos dispostos na Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/06).