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A PAIXÃO SEGUNDO G.H COMO FERRAMENTA PARA A FORMAÇÃO DO SUJEITO NA EDUCAÇÃO BÁSICA
Última alteração: 2020-01-10
Resumo
Esta pesquisa pretende, através de uma análise literária do livro A paixão segundo G.H., identificar aspectos na obra de Clarice Lispector que possibilitem o sujeito inserido na educação básica a trilhar um caminho para o autoconhecimento, por meio de questionamentos relacionados a uma experiência singular, como ocorre com a personagem G.H. Dado o cunho existencialista que perpassa a obra, recorremos a alguns conceitos propostos por Jean-Paul Sartre que explicam a questão do ser e sua inserção no mundo. À medida que o sujeito se identifica como interlocutor da obra clariciana tende a conseguir, por meio da leitura, enxergar-se além do ser em-si, que é identificado como seu corpo material, de modo a refletir sobre o seu ser para-si, denominado a capacidade de fazer-se como consciência, tendo assim, um momento de epifania. Essa reflexão pode ser estendida para a educação básica por se tratar de um momento de autoconhecimento e decisões sobre o futuro, levando em consideração a faixa etária dos alunos em questão. Podemos afirmar, de certa forma, que a literatura clariciana, publicada em 1964, tem caráter atemporal, e molda-se ao caráter humanitário de qualquer período. Sendo o professor mediador desse encontro entre leitor e obra, não apenas aspectos históricos da literatura brasileira serão dados nesse momento, mas também, será vista como ferramenta para o autoconhecimento dos discentes em questão.
Palavras-chave
Literatura Brasileira. Existencialismo. Educação Básica.
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