COSMOVISÃO NA PSICOLOGIA: UMA ANÁLISE DO CONCEITO NA PERSPECTIVA JUNGIANA E SUA APLICAÇÃO NA SAÚDE MENTAL.
Resumo
Cosmovisão é o compromisso, a orientação fundamental do coração, que pode ser expresso em um conjunto de pressupostos que mantemos sobre a realidade e que fornece o fundamento sobre o qual vivemos, nos movemos e existimos. Logo, é um conjunto de crenças sobre as questões fundamentais da vida. O presente trabalho procura mapear os atravessamentos e impactos dessas crenças e pressupostos básicos na interface com a psicoterapia analítica Jungiana. Busca, também, investigar como as filosofias de vida impactam na prática psicoterapêutica, na relação terapeuta-paciente e no autoconhecimento dos pacientes em terapia. Para realização desse trabalho foi realizada uma pesquisa bibliográfica, a partir da análise de obras originais de Carl Gustav Jung e a de Naugle (2017). A análise dos resultados permitiu compreender que as desordens psíquicas vão para além dos aspectos racionais, mas apontam, também, para aspectos irracionais, como a moral, ética, filosofia e religião, originando, inclusive, o termo “cosmopatias”. Assim, constitui-se tarefa da psicoterapia analítica discutir os aspectos que embasam a filosofia de vida do paciente e ir com ele à procura das crenças correspondentes aos seus estados emocionais. Ademias, as convicções do analista e do paciente irão afetar o processo e a relação terapêutica, de modo que a proposta jungiana leva o profissional a ter que reconhecer os limites impostos pela sua cosmovisão pessoal no exercício profissional e desenvolver uma humildade terapêutica. Esse artigo foi produzido com a intenção de se tornar um material de cunho introdutório para essa temática, abrindo espaço para que novos estudos sejam desenvolvidos.Downloads
Publicado
2024-12-06
Edição
Seção
Centro de Ciências Biológicas e da Saúde