MARCELO, MARMELO, MARTELO (RUTH ROCHA) E A MENINA DANADINHA (PEDRO BANDEIRA): UM ESTUDO PSICOLINGUÍSTICO DE CRIAÇÕES LINGUÍSTICAS

Autores

  • Ana Karoline de Almeida Ferreira Universidade Presbiteriana Mackenzie - UPM Autor
  • Regina Helena Pires de Brito Autor

Biografia do Autor

  • Ana Karoline de Almeida Ferreira, Universidade Presbiteriana Mackenzie - UPM

    O presente artigo centra-se no estudo do processo de aquisição da linguagem, especificamente no tocante às criações linguísticas, muito frequentes nesse período. Considerando que a língua é composta por diversos aspectos sociais, históricos, culturais - entre outros tantos elementos - essa multiplicidade e complexidade exige que o usuário acione várias capacidades e habilidades que estão em desenvolvimento intenso durante a infância. Por esta razão, é comum que a criança elabore neologismos, estabeleça analogias e relações entre fatos da linguagem e use a língua de formas diferentes da estabelecida pelos padrões gramaticais. Assim, a partir de uma perspectiva psicolinguística, tem-se por objetivo descrever e analisar o desenvolvimento da linguagem nas criações linguísticas feitas pelas personagens Marcelo e Ritinha - protagonistas das obras Marcelo, marmelo, martelo (de Ruth Rocha) e A menina danadinha (de Pedro Bandeira). Essas obras, destinadas ao público infantil, trazem representadas situações linguisticamente criativas que podem ser verossímeis, possibilitando a categorização e a análise das produções das personagens e provocando reflexões sobre o processo de aquisição de linguagem. Como arcabouço teórico, após situar a Psicolinguística no escopo da ciência Linguística, apresenta-se um esboço das principais teorias psicolinguísticas: as empiristas (o behaviorismo e o conexionismo) e as racionalistas (o inatismo, o construtivismo, o cognitivismo e o interacionismo).

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Publicado

2018-12-04