A ERA DIGITAL E AS REPERCUSSÕES SOBRE O SEDENTARISMO E PREVALÊNCIA DA DOR E DESCONFORTO MUSCULOESQUELÉTICO ENTRE OS JOVENS UNIVERSITÁRIOS
Resumo
O uso de dispositivos eletrônicos por longos períodos tem aumentado significativamente em todos os públicos. A era digital trouxe grandes conquistas e desafios, em especial os impactos sobre o modo de vida, interações sociais e saúde física. O presente estudo teve como objetivo avaliar a prevalência de dor e desconforto no sistema musculoesquelético entre jovens universitários e sua relação com o nível de atividade física e o tempo de utilização dos dispositivos. Os dados foram coletados por meio dos questionários: Inventário Resumido da Dor (Brief Pain Inventory – BPI), o Questionário Internacional de Atividade Física- abreviado (Ipaq), o Smartphone Addiction Inventory (SPAI) que avalia a dependência de estudantes universitários no uso de celulares e o Questionário do Tempo de Tela (QueST). Todos os questionários foram enviados aos participantes a partir das redes sociais. Fizeram parte do estudo 128 estudantes universitários ou de pós-graduação, com idade média de 22 anos, sendo 85,16% mulheres e 14,84% homens, 65,1% residentes no Estado de São Paulo. Entre os participantes 86,72% apresentou risco elevado de dependências. O tempo médio semanal de tela foi de 105 horas. Os participantes em sua maioria 76% foram considerados ativos ou muito ativos. 79% da amostra apresentou queixa em algum local do corpo, sendo a coluna o local com maior número de queixas. Os participantes mais ativos apresentaram a maior parte das queixas de dor, maior tempo de tela e dependência dos celulares.Downloads
Publicado
2024-12-06
Edição
Seção
Centro de Ciências Biológicas e da Saúde