Mobilidade e Rodoviarismo: Causas e Consequências para a Qualidade de Vida Na Cidade de São Paulo
Resumo
O artigo analisa criticamente a consolidação do pensamento rodoviarista no planejamento urbano da cidade de São Paulo e seus efeitos na qualidade de vida urbana ao longo do século XX, articulando-o com o conceito de urbanismo corporativo. A pesquisa revela como a priorização da infraestrutura viária voltada ao automóvel, desde o Plano de Avenidas até as políticas da ditadura militar, contribuiu para a fragmentação espacial, a degradação de espaços públicos e a segregação socioespacial. Estudos de caso, como o Parque Dom Pedro II e o Elevado Presidente João Goulart, exemplificam os impactos físicos e simbólicos dessa lógica. Por fim, discute-se o esgotamento do modelo rodoviarista diante da crise da mobilidade urbana e a necessidade urgente de reorientar o planejamento para a qualidade de vida e justiça urbana.Downloads
Publicado
2025-12-02
Edição
Seção
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo