INTERVENÇÃO PRECOCE NO ENSINO FUNDAMENTAL: PROMOÇÃO DE FUNÇÕES EXECUTIVAS E SEUS EFEITOS EM LEITURA

Autores

  • Camila Ribeiro Giaquinto Universidade Presbiteriana Mackenzie image/svg+xml Autor
  • Alessandra Gotuzo Gotuzo Seabra Universidade Presbiteriana Mackenzie image/svg+xml Autor

Resumo

Este estudo, inserido na Rede Recupera-Brasil, avaliou a eficácia de uma intervenção escolar em Funções Executivas (FE) aplicada por professores versus um controle ativo de Matemática em alunos do 1º–3º ano do Ensino Fundamental I (N=180). O desenho foi pré–pós, com formação docente e implementação em sala (40–60 min, 3x/semana, mai–out/2024). As medidas incluíram ditado (PED-vr), compreensão de sentenças (SCSE) e indicadores de FE (FDT, TSD, Corsi). Realizou-se ANCOVA sobre os deltas, com fatores Grupo (FE vs. Matemática) e Ano, e QI abreviado (WASI) como covariável. Observou-se ganhos semelhantes entre grupos em ditado (total, palavras e pseudopalavras) e efeitos robustos de Ano, compatíveis com o progresso escolar. No SCSE, houve padrão por série (vantagem do controle no 2º ano e do grupo FE no 3º). A memória de trabalho verbal basal (TSD) correlacionou-se positivamente com ganhos em ditado; o WASI não previu mudanças, sugerindo processos específicos da tarefa. Conclui-se que intervenções factíveis e de baixo custo fortalecem processos executivos proximais e podem sustentar ganhos acadêmicos, com dose e fidelidade adequadas. Palavraschave: funções executivas; intervenção escolar; linguagem escrita; memória de trabalho; anos iniciais.

Biografia do Autor

  • Camila Ribeiro Giaquinto, Universidade Presbiteriana Mackenzie
    Estudante de psicologia no 10° semestre bolsista :PIBIC Mackenzie
  • Alessandra Gotuzo Gotuzo Seabra, Universidade Presbiteriana Mackenzie
    Possui graduação em Psicologia pela Universidade de São Paulo, mestrado, doutorado e pós-doutorado em Psicologia (Psicologia Experimental) pela Universidade de São Paulo. Foi coordenadora (2019-2021) e atualmente é professora do Programa de Pós-Graduação em Ciências do Desenvolvimento Humano da Universidade Presbiteriana Mackenzie (conceito 7 na Capes). Pesquisadora bolsista de Produtividade em pesquisa do CNPq - nível 1A. Professora visitante na University of Surrey, Guildford, Inglaterra (2023-2024). Membro da Academia Brasileira de Neuropsicologia, ocupando a cadeira 21, cuja patronesse é Dra Adele Diamond. Foi presidente da ABECiPsi - Associação Brasileira de Editores Científicos de Psicologia (biênio 2014-2016), vice-presidente do IBNeC - Instituto Brasileiro de Neuropsicologia e Comportamento (biênios 2015-2017 e 2017-2019) e membro da diretoria do IBAP-Instituto Brasileiro da Avaliação Psicológica (como presidente, biênio 2013-2015, e atualmente membro do Conselho deliberativo). Foi coordenadora do Programa de Pós-graduação em Distúrbios do Desenvolvimento de 2019 a 2021. É editora associada do periódico Psicologia: Teoria e Prática (Qualis A2), do qual foi editora chefe entre 2017 e 2019. Membro da Comissão Científica da ABD. Membro do GT de Neuropsicologia da ANPEPP e do grupo de trabalho em Neuropsicologia do Conselho Federal de Psicologia. Coordena o Grupo de Neuropsicologia Infantil. Tem experiência na área de Psicologia, com ênfase em Fundamentos e Medidas da Psicologia e Neuropsicologia Cognitiva, atuando principalmente nos seguintes temas: leitura, escrita, funções executivas, consciência fonológica, alfabetização, instrumentos de avaliação, programas de intervenção, intervenção precoce.

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Publicado

2025-11-06

Edição

Seção

Centro de Ciências Biológicas e da Saúde