E SE A CIDADE FOSSE NOSSA? O controle social no espaço urbano paulistano a partir de junho de 2013.

Autores

  • Maria Eduarda Soares de Alvarenga Universidade Presbiteriana Mackenzie image/svg+xml Autor
  • Humberto Barrionuevo Fabretti Autor

Resumo

A presente pesquisa propõe investigar a existência ou não de elementos coloniais nas políticas de segurança pública implementadas nos projetos de segurança urbana da cidade de São Paulo. Objetiva-se entender o espaço público como possibilidade reivindicatória, bem como identificar os meios e estratégias empregados na articulação de governos municipais e estaduais com a polícia militar no fomento de uma guerra urbana que operacionaliza territórios, que discursa na mídia sobre um medo onipresente e espetacularizado, como também que estabelece um inimigo, criminoso e intruso à malha urbana, a ser combatido por ações violentas preventivas ou repressivas. Dessa forma, por meio de uma revisão bibliográfica, na perspectiva crítica de Stephen Graham sobre o novo militarismo urbano, e do levantamento documental-jornalístico de 05 (cinco) reportagens veiculadas no jornal “O Estado de São Paulo”, perpassa-se sobre as violações do direito à cidade nas Jornadas de Junho de 2013 e nas intervenções na Cracolândia do centro de São Paulo, tendo em vista o implemento de projetos governamentais gentrificadores e urbicídas que retiram seu conteúdo simbólico. Dessa forma, analisa-se a cidade de São Paulo enquanto hierarquizada pelo colonialismo interno, estabelecido por uma urbanização fragmentada entre metrópoles e colônias, e que funcionará, sob justificativa da promoção e garantia da ordem, como espaço de controle e dispositivo de vigilância do neoliberalismo.

Biografia do Autor

  • Maria Eduarda Soares de Alvarenga, Universidade Presbiteriana Mackenzie
    Graduanda da Faculdade de Direito na Universidade Presbiteriana Mackenzie.

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Publicado

2020-12-17