AVALIAÇÃO DA USABILIDADE DE UMA ÓRTESE DE JOELHO
Abstract
Introdução: A dor no joelho tem aumentado significativamente, representando uma dasprincipais causas de incapacidade. Condições como osteoartrite, traumas ligamentares e pósoperatórios justificam a ampla indicação de órteses de joelho, que auxiliam na redistribuição de cargas, redução da dor, melhora da estabilidade e prevenção de lesões. Porém, fatores como desconforto, ajuste inadequado, irritações cutâneas e restrição da mobilidade comprometem a adesão ao tratamento, sendo ainda mais críticos em idosos, devido ao declínio funcional associado ao envelhecimento. Para que a órtese seja efetiva, deve oferecer estabilidade, conforto, facilidade de manuseio e preservação da amplitude de movimento. O presente estudo tem como objetivo verificar a usabilidade da órtese de joelho em jovens e idosos, avaliando dor, conforto, manuseio, segurança e mobilidade. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal descritivo com 50 participantes, divididos em jovens (18–59 anos) e idosos (≥60 anos). Cada participante participou de uma única sessão, envolvendo demonstração e colocação supervisionada da órtese, seguida de caminhada de 6 minutos com e sem a órtese, registrando a velocidade da marcha em 4 metros. Ao final, responderam a um questionário de usabilidade da órtese. Resultados: O nível de satisfação em relação ao conforto foi superior a 90%, facilidade em manusear 98%, segurança foi de 96% e, tanto estabilidade quanto avaliação do movimento do joelho com a órtese o nível de satisfação foi de 98%. Foi observada uma melhor pontuação dos jovens nos questionários WOMAC e KOOS, representando menor comprometimento funcional, nos idosos houve redução significativa da intensidade da dor após o uso da órtese (3,3 ± 2,0 para 1,9 ± 1,1; p ≤ 0,01). Conclusão: Os resultados do estudo sugerem uma boa aceitação da órtese entre jovens e idosos, destacando-se pela facilidade de manuseio, conforto e sensação de segurança, apresentando uma percepção positiva quanto à estabilidade e mobilidade, reforçando o potencial do dispositivo como recurso terapêutico seguro e funcional.