Hábitos alimentares e estado nutricional de adolescentes de redes de ensino do município de São Paulo
Abstract
Introdução: A prática alimentar dos adolescentes tem sido caracterizada pelo elevado consumo de refeições prontas, de fácil preparo e de alimentos ultraprocessados, paralelamente à ingestão insuficiente de alimentos in natura, tradicionais na dieta, a exemplo de feijão e hortaliças. Esses hábitos, característicos da transição nutricional contemporânea, estão associados ao aumento do risco de obesidade, doenças cardiovasculares e diabetes. Objetivo: Avaliar os hábitos alimentares e o estado nutricional de adolescentes de redes de ensino do município de São Paulo. Metodologia: Trata-se de um estudo de corte transversal, realizado com adolescentes de ambos os sexos, na faixa etária de 14 e 15 anos. A coleta de dados foi realizada por meio da aplicação de um questionário online com questões referentes as características socioeconômicas, de estilo de vida, hábitos alimentares e dados antropométricos dos participantes. Resultados: Foram avaliados 36 adolescentes, sendo 83,3% (n=30) do sexo feminino e 16,7% (n=6) do masculino. Quanto ao consumo alimentar, verificou-se que a média da ingestão de macronutrientes estava adequada. A contribuição percentual dos macronutrientes para a ingestão total de energia foi de 56% para carboidratos, 14,7% para proteínas e 29,2% para lipídios. Em relação ao estado nutricional, apenas uma (n=1) menina apresentou baixa estatura, enquanto os demais adolescentes foram categorizados como tendo estatura adequada para idade. Quanto ao IMC para idade, a maioria (11,1%) no sexo masculino e 66,6% no sexo feminino apresentaram eutrofia. Conclusão: Os adolescentes são um grupo vulnerável, sendo que o acompanhamento com nutricionistas é fundamental para o desenvolvimento e crescimento saudável desses jovens.