OS IMPACTOS DA EXPOSIÇÃO PRECOCE A TELAS NAS INTERAÇÕES SOCIAIS ENTRE CRIANÇAS

Authors

  • Sabrina Dall'Aqua Shimizu UPM Author
  • João Manoel Rodrigues Neto UPM Author

Abstract

O estudo investigou os possíveis impactos da exposição precoce a telas nas interações sociais entre crianças, à luz da Psicologia do Desenvolvimento e da Análise do Comportamento. Este trabalho é um estudo exploratório, dada a existência de poucos estudos acerca do tema. Recomenda-se, segundo a Organização Mundial da Saúde (2019), que o uso de telas por crianças menores que 5 anos seja menor ou igual à 1h de exposição diária. A partir desta diretriz, realizou-se a observação de três participantes, de aproximadamente 24 meses de idade, sendo duas expostas precocemente a telas (mais de 1 hora/dia) e uma com pouca exposição a telas (menos de 1 hora/dia), visando notar as diferenças de comportamentos durante momentos de brincadeira livre no ambiente escolar, com filmagens analisadas qualitativamente e quantitativamente. Notou-se pelas observações que crianças expostas a telas precocemente tendem a se levantar mais vezes durante os momentos de brincadeira, revelando dificuldade em esperar, além disso apresentam maior tendência a trocar de item/brinquedo em um menor período de tempo, foi percebido comportamentos de frustração durante brincadeiras desafiadoras, constata-se, por fim, uma dificuldade em seguir instruções dos pares em momentos de brincadeira. A partir dos achados, acredita-se que a exposição precoce a telas pode afetar negativamente na autorregulação, atenção compartilhada e aquisição de repertórios sociais. Apesar da amostra limitada, os resultados reforçam a importância de orientações sobre o uso consciente de tecnologias na infância. Estudos futuros com amostras maiores são recomendados para aprofundar a compreensão desse fenômeno.

Author Biography

  • João Manoel Rodrigues Neto, UPM

    Psicólogo formado pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e mestre em Psicologia Experimental: Análise do Comportamento pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, com bolsa fornecida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

    Atuou como estagiário no Serviço de Apoio e Orientação Familiar do Tribunal de Justiça- BA e como Diretor Acadêmico da Liga Acadêmica Baiana de Analise do Comportamento (LABAC) na graduação. Foi monitor de ensino de disciplinas de graduação e Pós-graduação no mestrado.

Published

2025-12-01

Issue

Section

Centro de Ciências Biológicas e da Saúde