A DINÂMICA REVOLUCIONÁRIA ILUMINISTA E A FILOSOFIA KANTIANA
Abstract
O presente trabalho tem como principal objetivo demonstrar de que maneira o acontecimento da Revolução Francesa se encaixa dentro da filosofia kantiana. Diante de tal recorte temático, a revolução será analisada, antes de tudo, sob um prisma civilizatório. Desta forma, três aspectos fundamentais seus hão de ser interpretados dentro dos conformes dos escritos kantianos, sendo eles o seu ponto de vista jurídico, o seu ponto de vista moral, e finalmente, o seu ponto de vista histórico-teleológico. Em primeiro lugar, averiguar-se-á qual a legitimidade de um processo revolucionário, tendo aqui como principal objeto de estudo as suas consequências imediatas para o contrato social vigente. Em segundo lugar, estudar-se-á as motivações morais que norteiam o comportamento de um indivíduo que decide, em última instância, por revoltar-se contra o seu respectivo governo civil vigente. Por fim, o evento da Revolução Francesa será analisado sob a perspectiva da filosofia histórica-teleológica kantiana, demonstrando de que maneira os seus frutos jurídicos e sociais se adequam dentro da evolução contínua dos ordenamentos jurídicos, e principalmente, no tocante à ativa participação dos indivíduos no decorrer do processo decisório de suas respectivas esferas legislativas.