Respostas Emocionais Implícitas no Julgamento da Atratividade Facial em Faces com Diferentes Níveis de Maquiagem

Authors

  • Bianca Nunes de Andrade Mackenzie Presbyterian University image/svg+xml Author
  • Paulo Sérgio Boggio Mackenzie Presbyterian University image/svg+xml Author

Abstract

A maquiagem é uma arte corporal que tem sido usada por mais que 7000 anos e presente na grande maioria das culturas humanas, utilizada muitas vezes para realçar a atratividade facial e para acentuar traço que representam a feminilidade. Esta pesquisa estudou como o uso de diferentes níveis de maquiagem influenciou o desempenho em uma tarefa implícita de aproximação/afastamento e nos dados obtidos através da eletromiografia (EMG) facial em uma tarefa de observação passiva. No primeiro experimento, foi usado um joystick para a tarefa de aproximação/afastamento, onde 30 participantes reagiram a imagens de rostos femininos dispostos em duas posições (porta-retrato/paisagem) e em sete níveis de maquiagem (1: sem maquiagem; 2: adicionado base; 3: adicionado batom; 4: adicionado lápis de sobrancelha; 5: adicionado máscara; 6: adicionado delineador; 7: adicionado sombra). No segundo experimento, foram obtidos dados de EMG facial de outros 40 participantes, em uma tarefa de observação pacífica com as mesmas imagens. Os resultados mostraram uma diferença na percepção de atratividade vista por homens e mulheres e, de forma geral, uma maior preferência por mulheres usando menos maquiagem. Os resultados da EMG facial mostraram uma maior atividade do músculo facial corrugador enquanto os participantes observavam as imagens sem maquiagem comparado com imagens de maquiagem leve e pesada. O presente estudo mostra que a aplicação de maquiagem modula respostas emocionais implícitas e revela uma preferência implícita por faces que facilitam o processamento visual, o que consiste com a concepção que fluência visual é a chave que determina muitos julgamentos estéticos.

Author Biographies

  • Bianca Nunes de Andrade, Mackenzie Presbyterian University
    Estudante de Psicologia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Atualmente compõe a esquipe de pesquisa do Laboratório de Neurociência Cognitiva e Social. Atua e possui interesse na área de Neuroestética; Resposta Emocional; Neurociência Social; Neurociência Cognitiva; Neurociência Afetiva; Neuromodulação; Tomada de Decisão. Possui experiência com Eletromiografia (EMG) e Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua (tDCS).
  • Paulo Sérgio Boggio, Mackenzie Presbyterian University
    Formado em Psicologia pela Universidade de São Paulo (1998), Especialista em Neuropsicologia pela divisão de Neurologia da FM-USP, Mestre em Psicologia (Psicologia Experimental) pela Universidade de São Paulo (2004) e Doutor em Psicologia (Neurociências e Comportamento) pela Universidade de São Paulo (2007). É coordenador do Laboratório de Neurociência Cognitiva e Social, Professor do Programa de Pós-Graduação em Distúrbios do Desenvolvimento e do Curso de Psicologia da UPM. É pesquisador produtividade em pesquisa 1D do CNPq. Em 2011, foi eleito Membro Afiliado da Academia Brasielira de Ciências. Tem experiência na área de Psicologia, com ênfase em Neurociência Cognitiva, Social e Afetiva. Tem experiência com o uso de técnicas não-invasivas de estimulação cerebral, eletroencefalografia de alta densidade, eye-tracking, entre outras.

Published

2019-12-04