PHILADELPHO MENEZES: quando o futuro é previsto em ruptura da linguagem.
Abstract
A poesia experimental de Philadelpho Menezes é uma contribuição importante para o desenvolvimento da poesia experimental, tanto latino-americana quanto mundial. Ela completa e culmina a construção iniciada com a Poesia Concreta brasileira em 1956, finalizando com a Poesia Intersignos criada desde os anos 80. A Poesia Concreta serve como base, seguida pelo Poema Semiótico, o Poema/Processo e, por último, a Poesia Intersignos de Menezes. Para o autor, os signos visuais e verbais atuam conjuntamente na produção do sentido do poema, enquanto a Poesia Visual se vale da dimensão plástica da linguagem. Phiadelpho sustenta que, no poema visual, os elementos plásticos não se integram ao significado total do poema, mas atuam como elementos de confusão ou ruído. Em contrapartida, a Poesia Intersignos busca uma articulação visual, verbal e sonora que possibilite a apreensão de significados precisos. Este artigo possui como objetivo primeiramente, investigar a criação de Philadelpho Menezes, criando parâmetros de comparação com produção atual de poesia digital, caracterizando assim a enorme influência do poeta na construção de uma nova linguagem poética de vanguarda. A partir deste ponto, objetiva-se definir a importância de Philadelpho para a evolução da literatura dentro do país, especificamente, definir a criação do autor como ponto inicial de uma nova linguagem, traçar uma linha histórica ligando sua poesia com as obras atuais, comprovando sua influência.