AVALIAÇÃO DO CONSUMO DE BEBIDAS ENERGÉTICAS E SUA RELAÇÃO COM A SONOLÊNCIA DIURNA E TRANSTORNOS MENTAIS, EM ESTUDANTE, NOS PERÍODOS DE FÉRIAS E DE AULAS REMOTAS
Abstract
Este estudo teve como objetivo investigar o consumo de bebidas energéticas (BEs) por jovens estudantes, assim como suas possíveis associações com a sonolência diurna, ansiedade, depressão e estresse. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal, realizado com 136 indivíduos adultos, estudantes, de ambos os gêneros. Foram aplicados dois questionários (períodos (1) Férias/ (2) Aulas) que buscavam informações referentes a dados pessoais, consumo de energéticos e de alimentos cafeinados, sonolência diurrna (Epworth), transtornos depressivos, níveis de estresse e transtornos de ansiedade (DASS). Resultados: Foi observado que o consumo declarado de BEs (cafeína) foi maior no período de férias (24,78 ±37,66 mg) do que no período de aulas (15,03 ±28,70 mg), onde maioria (78,1%) dos entrevistados relatou fazer uso de BEs socialmente, associando-a a bebidas alcoólicas (65,5%), sendo a vodka a bebida relatada com maior frequência (42%). No consumo associado ao álcool, sensações de “alegria” (49,5%) e “euforia” (54,4%) foram as mais frequentes. A investigação da sonolência diurna revelou que o período de aulas está associado ao aumento de chances (OR: 1,8) de desenvolvimento de sonolência diurna excessiva e/ou excessiva servera. Do mesmo modo, também constatamos que o período de aulas aumentou as chances do desenvolvimento de quadros de ansiedade (OR: 1,19) e estresse (OR: 1,8) moderado, grave ou muito grave. De modo geral, podemos assumir que o consumo de cafeína e BEs autodeclarado pelos estudantes durante a pandemia é baixo e não tem associação com a ocorrência de sonolência diurna e transtornos mentais investigados.