CARLOS BRATKE E USO DE TÉCNICAS CONSTRUTIVAS E MATERIAIS DA ESCOLA PAULISTA EM SUAS OBRAS COMO ARQUITETO “NÃO-ALINHADO”
Abstract
Este trabalho analisa a contribuição do arquiteto Carlos Bratke para a paisagem corporativa de São Paulo, com foco na Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini. O problema parte dos raros estudos aprofundados sobre sua produção, e busca compreender de que maneira sua identidade arquitetônica se expressa nas soluções construtivas e na seleção de materiais. O estudo propõe relacionar essas escolhas aos referenciais da Escola Paulista e ao grupo dos chamados arquitetos “não-alinhados”. A pesquisa é conduzida por revisão bibliográfica, por visita a campo e pela análise de peças gráficas originais e/ou publicadas de dois edifícios projetados por Bratke: Raul da Cunha Bueno e Jafet, ambos representativos de sua atuação no contexto paulistano. Os resultados apontam que esse arquiteto dialoga com a tradição brutalista, mas adota postura mais livre e experimental, incorporando diversidade formal e material que ajudam a afastar suas obras de interpretações rígidas da Escola Paulista. A análise também evidencia sua capacidade de articular racionalidade estrutural, eficiência construtiva e valorização estética, reforçando sua relevância na arquitetura moderna brasileira. Por fim, o trabalho conclui que a obra de Bratke incorpora um processo criativo singular, o qual contribui para compreender as transformações urbanas de São Paulo no final do século XX e abre caminhos para novos estudos sobre a diversidade da arquitetura brasileira contemporânea.