PISCINÕES E A MACRODRENAGEM EM SP: A revisão do plano diretor 2021 e a necessidade de planos ambientais para os municípios
Abstract
O objetivo do presente trabalho é abordar a macrodrenagem na cidade de São Paulo através de um de seus mecanismos, os piscinões (reservatórios de amortecimento das águas das chuvas). Através desse recorte, foi observado como a questão ambiental poderia estar mais associada a soluções de macrodrenagem no município e também como a pauta do meio ambiente poderia estar mais presente no Plano Diretor Estratégico. Para aproximar-se dos piscinões foi realizado uma análise histórica da presença dos corpos d’água no território paulista e, de que maneira, a cidade atingiu a atual situação de aridez e ausência de seus rios. Também foi identificada a composição da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê, suas sub-bacias e os planos criados pelo governo de São Paulo para a melhoria na articulação entre as áreas das bacias hidrográficas e as áreas urbanizadas. A partir de um estudo entre duas bacias hidrográficas da capital (do rio Pacaembu e do rio Aricanduva) com proporções distintas e adoção de soluções de macrodrenagem semelhantes, foi realizado um comparativo que analisa a implementação dos piscinões em ambas e suas particularidades.