Cores em harmonia: O contraste cromático e o equilíbrio de yin-yang em Princesa Mononoke

Authors

  • Paola Verssatti Almeida Instituto Presbiteriano Mackenzie Author
  • Carolina Vigna Prado Instituto Presbiteriano Mackenzie Author

Abstract

Lançado originalmente no Japão em 1997, Princesa Mononoke se posicionou como uma obra de impacto social, e que, além de impressionar o público com os visuais, também causava um impacto com os temas abordados. Seus protagonistas, Ashitaka e San representam lados opostos de uma mesma moeda, e mesmo com o contraste de sua existência, se complementam de forma que, somente em conjunto, são capazes de manter o equilíbrio. Ao decorrer do longa-metragem, um aspecto notável respectivo à escolha de cores é a presença abundante do vermelho e azul. Tais cores marcantes, além de causarem um impacto visual no telespectador, também desempenharam um papel de alta relevância na sociedade japonesa. A presente pesquisa tem como objetivo analisar o emprego das cores como ferramenta primordial no processo de desenvolvimento dos personagens apresentados no filme Princesa Mononoke, observando sua construção psicológica e seu impacto na trama. O desenvolvimento do estudo percorreu um árduo processo de busca por fontes bibliográficas que abordassem a perspectiva oriental a respeito do ánalise da psicologia da cores. Ao fim de sua realização, foi possível traçar uma interligação entre a paleta de cores do longa com simbologias subliminares que corroboram para a mensagem principal do enredo, assim como a conexão com costumes e valores japoneses tradicionais que se refletem na filme. Assim, conclui-se que a obra de Hayao Miyazaki não apenas utiliza imagens e roteiro para transmitir sua essência, mas também recorre a combinações cromáticas específicas para representar aspectos profundos dos personagens e da cultura japonesa.

Author Biography

  • Paola Verssatti Almeida, Instituto Presbiteriano Mackenzie

    Lançado originalmente no Japão em 1997, Princesa Mononoke se posicionou como uma obra de impacto social, e que, além de impressionar o público com os visuais, também causava um impacto com os temas abordados. Seus protagonistas, Ashitaka e San representam lados opostos de uma mesma moeda, e mesmo com o contraste de sua existência, se complementam de forma que, somente em conjunto, são capazes de manter o equilíbrio. Ao decorrer do longa-metragem, um aspecto notável respectivo à escolha de cores é a presença abundante do vermelho e azul. Tais cores marcantes, além de causarem um impacto visual no telespectador, também desempenharam um papel de alta relevância na sociedade japonesa. A presente pesquisa tem como objetivo analisar o emprego das cores como ferramenta primordial no processo de desenvolvimento dos personagens apresentados no filme Princesa Mononoke, observando sua construção psicológica e seu impacto na trama. O desenvolvimento do estudo percorreu um árduo processo de busca por fontes bibliográficas que abordassem a perspectiva oriental a respeito do ánalise da psicologia da cores. Ao fim de sua realização, foi possível traçar uma interligação entre a paleta de cores do longa com simbologias subliminares que corroboram para a mensagem principal do enredo, assim como a conexão com costumes e valores japoneses tradicionais que se refletem na filme. Assim, conclui-se que a obra de Hayao Miyazaki não apenas utiliza imagens e roteiro para transmitir sua essência, mas também recorre a combinações cromáticas específicas para representar aspectos profundos dos personagens e da cultura japonesa.

Published

2025-12-09

Issue

Section

Centro de Comunicação e Letras