DESENVOLVIMENTO DE ARGAMASSA PARA REPARO DE ESTRUTURAS NA CONSTRUÇÃO CIVIL UTILIZANDO ÓXIDO DE GRAFENO COMO ADITIVO

Authors

  • Carlos César González Piccoli Ruivo Universidade Presbiteriana Mackenzie - UPM Author
  • Rolando Ramirez Vilató Author

Author Biography

  • Carlos César González Piccoli Ruivo, Universidade Presbiteriana Mackenzie - UPM

    A crescente demanda pelo aperfeiçoamento de materiais eficientes e duráveis na indústria da construção civil alcançou um determinado nível de desenvolvimento que a nanotecnologia despertou interesse e se tornou assunto de discussão e estudo. O óxido de grafeno se destaca por ser um nanomaterial bidimensional à base de carbono que quando adicionado ao cimento Portland em baixas proporções altera o mecanismo de hidratação do cimento e a microestrutura, melhorando suas propriedades mecânicas como resistências à tração e compressão. Contudo, foi observada uma considerável redução da trabalhabilidade da argamassa no estado fresco quando o óxido de grafeno foi incorporado. No caso de uma argamassa desenvolvida para recuperação estrutural é necessário manter sua consistência durante as etapas de produção e aplicação, sendo assim recomenda-se a utilização de outros aditivos químicos como surfactantes redutores de água do tipo superplastificante policarboxilato. Sabendo que o óxido de grafeno deve ser incorporado à argamassa ainda fresca como um aditivo convencional, sua aplicação técnica só será viável se o produto a base de GO for quimicamente estável durante determinado período, visto que na construção civil dificilmente dispõe-se de laboratórios bem equipados para trabalhar com nanomateriais. Existe ainda uma questão sustentável relacionada a incorporação do óxido de grafeno na construção civil pois o grafite utilizado como matéria prima pode ser obtido dos resíduos e subprodutos industriais, desta forma o custo poderia ser reduzido e a produção escalável seria viável.

Published

2018-02-08