A PERCEPÇÃO ARQUITETÔNICA DOS ESPAÇOS MUSEOLÓGICOS CONTEMPORÂNEOS
Abstract
Como método de análise arquitetônica, essa pesquisa, utiliza a abordagem fenomenológica, baseada no sistema filosófico, criado por Edmund Husserl e por ele descrito como análise descritiva dos processos psicológicos do pensamento. De acordo com o filósofo, a única possibilidade de se conhecer um objeto plenamente, é através da interação, entre este e o sujeito, ambos compartilhando o mesmo tempo-espaço. Em outras palavras, o entendimento de mundo está muito mais associado à experiencia-lo do que a conhecê-lo cientificamente. Diante disto, tanto arquitetura quanto na arte, refletir quanto a funcionalidade é tão importante quanto raciocinar sobre como o espaço será vivenciado. Pensar em como promover sensações que potencializem a experiência de ser e estar no mundo. Em paralelo a isso, os museus surgem como usos, que por pressuposto, se centram nas relações entre subjetividade e objeto, isto é, na dinâmica entre sujeito e obra. Ainda acerca este tipo de espaço, pode-se afirmar, que mesmo dentro das necessidades funcionais programáticas, os museus apresentam, um alto grau liberdade projetual, que dificilmente haveria em outros tipos de uso, sendo um campo de estudo privilegiado para entender, como a arquitetura pode se tornar um suporte de expressão comunicacional. Diante disso, para compreender como os museus contemporâneos manipulam as percepções relativas as obras arquitetonicas, foi feito um estudo sobre o “Museu judaico de Berlim”, do arquiteto Daniel Libeskind. Uma obra que se sobressai, não só por suas características desconstrutistas, mas também, como referência, no que diz respeito, a sua alta carga simbólica e a forma como lida com as percepções sensoriais dos indivíduos, diante do espaço arquitetônicoDownloads
Published
2024-12-05
Issue
Section
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo