ARQUITETURA DA OPRESSÃO: APROXIMAÇÕES E DISTANCIAMENTOS ESPACIAIS ENTRE AS ESCOLAS E OS PRESÍDIOS EM SÃO PAULO
Abstract
O principal objetivo dessa pesquisa é traçar uma relação entre a forma espacial, ancorada nos espaços projetados e a opressão nas edificações institucionais da cidade de São Paulo, responsáveis por “(re)formar” os cidadãos – as escolas e os presídios, especialmente considerando o contexto histórico das políticas públicas implantadas no século XX na capital de São Paulo e a maneira como as arquiteturas de ambas as instituições contribuíram para a formação -, moldagem do indivíduo e sua percepção sobre tais espaços.
Assim, cria-se uma reflexão se esses dois tipos de edificações são de fato ideais para a socialização e/ou ressocialização dos educandos e reeducandos, uma vez que é possível perceber, pelos dados aos que se referem a esses dois sistemas, a presente e constante ineficácia dos mesmos e, consequentemente, mecanismos de preservação de poder, fugindo de seus objetivos principais, sendo que a arquitetura possui o papel de abrigar a execução desses dois sistemas.