IMPACTOS PSICOSSOCIAIS DAS DIFERENTES METODOLOGIAS DE ENSINO NOS ALUNOS DE ENSINO MÉDIO
Abstract
A fim de contribuir para a compreensão dos impactos psicossociais em alunos de Ensino Médio a presente pesquisa qualitativa de revisão bibliográfica compara as principais metodologias de ensino aplicadas no Brasil, avaliando seus impactos na construção da individualidade e senso crítico dos alunos de Ensino Médio. Este estudo, é baseado em 20 artigos nacionais elaborados nos últimos cinco anos, encontrados nas plataformas SciELO, PePSIC, FAPEPSI e bibliotecas digitais de universidades federais brasileiras.
Dessa forma, analisa-se características pertinentes da vivência da adolescência, incluindo a crise de identidade conforme descrita na Teoria do Desenvolvimento de Erik Erikson, bem como aspectos da metodologia proposta pelo Ensino Médio brasileiro tradicional. A vulnerabilidade já intrínseca da adolescência em conjunto com as crises sociais contemporâneas é capaz de gerar adoecimento psíquico. Segundo dados do relatório da Situação Mundial da Infância, de 2021, estima-se que quase um a cada três adolescentes de 10 a 19 anos viva com algum transtorno mental no Brasil, propiciando maior risco de automutilações, depressão e suicídio (UNICEF,2021). Perante diversas mudanças sociais aceleradas, houve a perda de demarcações, ritos e tradições que norteavam a sociedade para o indivíduo em formação (Saggse, 2021). Assim, a juventude contemporânea se orienta praticamente solitária, cujo único mecanismo de instrução se torna a escola, demarcada por um ensino majoritariamente tradicional que reflete as características sociais massificadas que influenciam na autorreflexão do indivíduo (Freire,1998). Logo, julga-se necessário analisar o impacto das metodologias de ensino nos alunos de Ensino Médio para se identificar quais valores são instituídos a adolescência contemporânea por meio da educação que intensificam o adoecimento psíquico.