O RETRATO DO AMBIENTE EM NIÈTOTCHKA NIEZVÂNOVA: relações com a Psicanálise winnicottiana
Abstract
O presente artigo consiste em uma leitura do romance “Niétotchka Niezvânova”, de Fiódor Dostoiévski (1849), através da concepção de ambiente desenvolvida pelo psicanalista Donald W. Winnicott (1896-1971), visando contemplar a interface Psicanálise e Literatura, com destaque para o espaço potencial e os fenômenos transicionais, estabelecendo relação entre o exercício da criatividade e do brincar no desenvolvimento emocional e a análise conforme o método psicanalítico. Nesse contexto, estabeleceu-se problematizações acerca de interpretações de viés reducionista e patologizante e, ainda, a respeito da dicotomia entre sujeito e objeto nos estudos sobre essa temática. Consequentemente, foram refletidas as implicações da metodologia psicanalítica enquanto extraclínica, no contato com a arte e os objetos da cultura, articulando brevemente as formas e limitações de estudo nessa área. O romance foi dividido em três partes (“Infância”, “Vida Nova” e “O Mistério”), de acordo com sua publicação original, que separa os diferentes ambientes físicos e afetivos vividos pela protagonista, à luz da intersubjetividade proposta por Winnicott ao longo de suas obras, buscando compreender a literatura através dos aspectos sócio-históricos, estilísticos e, principalmente, da relação forjada com o leitor e sua permanência e importância no meio cultural, propondo uma análise que contemple o conteúdo contido no romance, respeitando os limites conforme sua forma.Downloads
Published
2025-03-10
Issue
Section
Centro de Ciências Biológicas e da Saúde