Pós deslocamentos forçados
Abstract
A crise migratória é um dos maiores problemas do século XXI. Segundo a ACNUR, em 2017, 68,5 milhões de pessoas se tornaram deslocados forçados. O artigo estratégico “Migrantes invisíveis” demonstra que entre os anos 2000 e 2017, 8,8 milhões de pessoas foram forçadas a se deslocarem no Brasil. Apesar destes números, o deslocamento é um problema invisível no Brasil. Tais estudos consideram que os deslocamentos forçados podem ser motivados por guerras, subdesenvolvimento, perseguições religiosas, políticas, sociais, e desastres naturais. Entretanto, o Estado, detentor do poder, também não pode ser um impulsionador de deslocamentos, mascarados por outras palavras como progresso nacional, acidente meio ambiental? Após concluírem o deslocamento, estão, de fato, incluídos no território e na sociedade? Quais as consequências no território após o deslocamento? Este artigo parte do objetivo de percorrer essas motivações que ocasionaram deslocamentos, para compreender qual a situação política jurídica dos indivíduos. A pesquisa se desenvolve na análise de 3 estudos de caso: a transformação do Poblenou em 22@, a construção da Nova Luz, e a destruição de Bento Rodrigues ocasionada pelo mar de lama decorrente do rompimento abrupto da barragem do Fundão. O resultado desse conjunto de informações orienta e conduz a compreensão da lógica governamental a qual nossa sociedade está incluída, e propõe uma aproximação entre o refugiado e o imigrante.Downloads
Published
2019-12-02
Issue
Section
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo