Irracionalismo como Cadafalso do Fascismo - uma Reflexão à luz de György Lukács

Authors

  • Yuri Queiroz Lopes <span>Universidade Presbiteriana Mackenzi</span><br /> Author
  • Roger Fernandes Campato Author

Abstract

O presente trabalho analisa a problemática do irracionalismo como pilar conceitual do fascismo cuja justificação reside na necessidade de compreender, à luz das circunstâncias atuais, como a crise da razão no ethos burguês, em seu desenvolvimento histórico, se tornou um instrumento político-ideológico preparatório para o fascismo do século XX. O objetivo do estudo é, portanto, examinar o "caminho seguido pela Alemanha, no terreno da filosofia, até chegar a Hitler", como observa Lukács. A metodologia empregada é a análise da obra A Destruição da Razão, com o auxílio de outros textos lukacsianos e de diversos autores. Os resultados pretendem demonstrar que o irracionalismo moderno e contemporâneo operou uma luta constante contra o método dialético e o materialismo. A pesquisa parte da herança kantiana, identificando nas suas antinomias o "pecado original" que deu origem a essa corrente, e como a questão da "coisa em si" foi tratada pelos filósofos do Idealismo Alemão. A manifestação do irracionalismo se deu em figuras como Schelling (em sua fase tardia), Schopenhauer e Nietzsche, evoluindo para expressões mais vulgares em Gobineau, Chamberlain e Rosenberg, culminando no pensamento Heideggeriano. A pesquisa conclui que o irracionalismo, rebaixado a níveis cada vez mais decadentes e em consórcio com os interesses do capital em sua fase imperialista e nazificada, foi instrumentalizado por ideólogos dos regimes tirânicos do século XX, de modo a servir como uma apologia indireta do capital e, em última instância, naturalizar a barbárie.

Author Biography

  • Yuri Queiroz Lopes, <span>Universidade Presbiteriana Mackenzi</span><br />
    Licenciatura em Filosofia

Published

2025-12-09

Issue

Section

Centro de Educação, Filosofia e Teologia