A PERSPECTIVA DOS PROFESSORES SOBRE O ENSINO DE ALUNOS COM TEA MINIMAMENTE VERBAIS NA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO

Authors

  • Lara Camino Meloni Mackenzie Presbyterian University image/svg+xml Author
  • Elizeu Coutinho de Macedo Mackenzie Presbyterian University image/svg+xml Author

Abstract

O presente estudo tem como finalidade verificar qual é a percepção e a autoeficácia docente de alunos com TEA minimamente verbais. Também foi explorado o grau de conhecimento dos participantes sobre o TEA, a modalidade de tecnologia assistiva e a utilização da comunicação aumentativa alternativa. Para tanto, foram entregues, presencialmente, questionários e escalas para 27 professores da rede pública e privada. Os resultados apontaram para uma dificuldade de mediação e de interação com os alunos e uma defasagem de arcabouço teórico no ensino. De forma geral, a autoeficácia apresentada foi acima da média esperada. No entanto, foi possível observar pontos de força, como : capacidade de “Auxiliar o aluno a ser entendido pelos outros”, habilidades de: “Proporcionar oportunidades de comunicação”; “Utilizar estrutura visual para aumentar a independência”; “Organizar a sala de aula para aumentar as oportunidades de aprendizagem” e “Reunir informações para avaliar o progresso do aluno em relação aos objetivos propostos” . Os principais pontos de fraqueza apresentados foram: capacidade de “Planejar a intervenção com base nas características do aluno com autismo”; “Realizar uma avaliação das habilidades de desenvolvimento/aprendizagem do aluno” e “Escrever um plano de ensino para o aluno baseado em metas e objetivos.” Os dados obtidos apontam que são necessários maiores investimentos em programas de treinamento e capacitação docente, além da garantia de a política pública forneça os recursos tecnológicos e de infraestrutura adequados para uma atuação mais eficaz de ensino, e por consequência percepção de tal.

Published

2020-12-23