PREVALÊNCIA DA DISFUNÇÃO TEMPOROMANDIBULAR E CORRELAÇÃO COM A QUALIDADE DE VIDA EM PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS
Abstract
Introdução: A disfunção temporomandibular (DTM) é uma desordem que afeta a articulação temporomandibular e seus tecidos adjacentes, ela possui uma etiologia multifatorial. Contudo, evidencias cientificas demonstram que existe uma relação entre o estresse e a DTM. A docência é uma ocupação profissional com alto teor estressor, desta forma o presente estudo pretende verificar a prevalência da DTM em professores universitários e a correlação com a qualidade de vida deles. Métodos: Este é um estudo transversal que avaliou professores universitários de instituições particulares e públicas do Brasil, usando como método de avaliação, questionário sociodemográfico, WHOQOL-bref, índice anamnésico de Fonseca, inventário de sintomas de stress para adultos de Lipp (ISSL) e o inventário de ansiedade de Beck (BAI). Os dados obtidos foram tratados usando a correlação de Spearman. Resultados: O presente estudo não verificou correlação da idade (P=0,370), tempo de aula (P=0,471) e tempo de carreira (P=0,789) com o score obtido pelo índice anamnésico de Fonseca. Os únicos valores significativos na correlação foram observados nos questionários específicos, sendo que no WHOQOL-bref observou correlação inversa nos domínios relações sociais (P=0,040) e psicológico (P=0,049), no ISSL na fase de resistência (P=0,012) e de exaustão (P=0,035), no BAI foi que apresentou a maior correlação (P=0,006). Conclusão: Os resultados nesse estudo, por mais que preliminares, apresentaram correlação significativa com os sintomas de DTM na esfera psicológica/emocional dos docentes, sendo que a ansiedade obteve um resultado de muita significância. Apresentando assim, uma correlação entre os aspectos da qualidade de vida do professor universitário e a DTM.