IMPACTO DOS SINTOMAS PERSISTENTES DA COVID-19 SOBRE A PERCEPÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA PELOS PACIENTES
Abstract
Introdução: Frente a queda no número de novos casos de Covid 19, a comunidade científica se volta ao estudo das manifestações tardias da doença. Objetivo: Avaliar a correlação dos sintomas, seu tempo de duração após o período de remissão da COVID-19 sobre a percepção subjetiva da qualidade de vida dos pacientes. Metodologia: Os dados foram levantados por meio de questionário encaminhado por meio digital nas redes sociais contendo ficha cadastral, questionário de sintomatologia e Escala de Qualidade de vida (SF-36). Os participantes deveriam ter idade entre 18 e 75 anos e diagnóstico confirmado de COVID-19. Resultados: Foram considerados elegíveis 111participantes com idade média de 29,8 anos, sendo 82 do sexo feminino e 29 do sexo masculino. Os sintomas mais prevalentes no período ativo da COVID-19 foram a dor de cabeça (71,1%), tosse (63,9%), e fadiga (46,8%), já no período pósCOVID-19 foi a ansiedade (19,8%), dificuldade de pensar (15,3%) e dores musculares (12,6%). O tempo médio de permanência dos sintomas para 40% dos participantes foi de até 5 dias,18% permaneceram com os sintomas acima de 30 dias. Nos escores do SF-36 houve forte correlação entre o número de sintomas no pós-covid e a capacidade funcional (r=0,72). Conclusão: Formas leves e moderadas da Covid apresentam persistências de sintomas ligadas a doença, o tempo de permanência dos sintomas e o número de sintomas interferem na percepção da qualidade de vida. Pessoas com maior tempo de evolução e maior número de sintomas persistentes apresentam menor desempenho nos escores de Qualidade de Vida.Downloads
Published
2022-11-18
Issue
Section
Centro de Ciências Biológicas e da Saúde