COMPORTAMENTO ALIMENTAR E ESTADO NUTRICIONAL EM ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS

Autores

  • Raquel Zollner Baptistella Fares Universidade Presbiteriana Mackenzie image/svg+xml Autor
  • Juliana Masami Morimoto Universidade Presbiteriana Mackenzie image/svg+xml Autor

Resumo

Este estudo analisou a associação entre comportamento alimentar nas dimensões de restrição cognitiva, alimentação emocional e descontrole alimentar, qualidade da alimentação e índice de massa corporal (IMC) em estudantes universitários de uma instituição privada de São Paulo. A investigação foi motivada pela crescente prevalência de hábitos alimentares inadequados e alterações no estado nutricional entre jovens adultos, contexto que pode afetar a saúde física e o desempenho acadêmico. Trata-se de um estudo transversal, realizado com 116 estudantes, que respondeu a questionários validados, incluindo o Three Factor Eating Questionnaire – versão reduzida (TFEQ-R21) e o instrumento “Como está sua alimentação?” do Ministério da Saúde, além de fornecer dados antropométricos autorreferidos. As análises estatísticas utilizaram testes de correlação de Pearson e ANOVA, com nível de significância de 5%. Os resultados revelaram frequência expressiva de práticas como pular refeições, realizar refeições fora do ambiente convencional e consumir bebidas açucaradas e alimentos ultraprocessados. As correlações entre as subescalas do TFEQ, qualidade da alimentação e IMC foram, em geral, fracas ou muito fracas, com significância estatística apenas para a restrição cognitiva, cujas médias foram mais altas em indivíduos eutróficos e com sobrepeso em comparação aos com magreza. Esses achados reforçam a importância de estratégias de promoção da saúde que considerem não apenas indicadores antropométricos, mas também aspectos comportamentais e psicossociais, incentivando planejamento alimentar, regularidade nas refeições e redução do consumo de ultraprocessados.

Biografia do Autor

  • Raquel Zollner Baptistella Fares, Universidade Presbiteriana Mackenzie

    Este estudo analisou a associação entre comportamento alimentar nas dimensões de restrição cognitiva, alimentação emocional e descontrole alimentar, qualidade da alimentação e índice de massa corporal (IMC) em estudantes universitários de uma instituição privada de São Paulo. A investigação foi motivada pela crescente prevalência de hábitos alimentares inadequados e alterações no estado nutricional entre jovens adultos, contexto que pode afetar a saúde física e o desempenho acadêmico. Trata-se de um estudo transversal, realizado com 116 estudantes, que respondeu a questionários validados, incluindo o Three Factor Eating Questionnaire – versão reduzida (TFEQ-R21) e o instrumento “Como está sua alimentação?” do Ministério da Saúde, além de fornecer dados antropométricos autorreferidos. As análises estatísticas utilizaram testes de correlação de Pearson e ANOVA, com nível de significância de 5%. Os resultados revelaram frequência expressiva de práticas como pular refeições, realizar refeições fora do ambiente convencional e consumir bebidas açucaradas e alimentos ultraprocessados. As correlações entre as subescalas do TFEQ, qualidade da alimentação e IMC foram, em geral, fracas ou muito fracas, com significância estatística apenas para a restrição cognitiva, cujas médias foram mais altas em indivíduos eutróficos e com sobrepeso em comparação aos com magreza. Esses achados reforçam a importância de estratégias de promoção da saúde que considerem não apenas indicadores antropométricos, mas também aspectos comportamentais e psicossociais, incentivando planejamento alimentar, regularidade nas refeições e redução do consumo de ultraprocessados.

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Publicado

2025-11-17

Edição

Seção

Centro de Ciências Biológicas e da Saúde