ARQUITETURA VERNACULAR E UM ENCONTRO DE CULTURAS: OS IMIGRANTES JAPONESES DA CIDADE DE REGISTRO

Autores

  • Pedro Simões de Souza Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Autor
  • Guilherme Antonio Michelin Autor

Resumo

Em 1908, os imigrantes japoneses chegaram ao Brasil e trouxeram com eles sua cultura, que, posteriormente, fixou-se no país, adaptando-se ao clima e à própria cultura local. Com a ajuda do Governo de São Paulo e empresas japonesas, mais de 40.000 imigrantes chegaram ao Brasil, formando colônias e, posteriormente, um acervo com mais de 500 moradias projetadas ao modo japonês. Os responsáveis por tais obras foram os mestres-carpinteiros, capazes de criar encaixes em madeira com perfeição e paredes de taipa japonesa, tsuchikabe, totalmente aplainadas. Uma arquitetura espontânea e expressiva, que resultou do contato dos mestres japoneses com o clima e materiais locais, seguindo as indicações dos nativos. O tsuchikabe utilizado nas casas dos imigrantes japoneses no Vale do Ribeira, principalmente no município de Registro, é resultado desse sincretismo. O material usado em técnica mista mostra o desejo nipônico de assentar-se em novo mundo e as vicissitudes para criar o conjunto arquitetônico. São poucas as pesquisas que procuram entender o sincretismo das culturas e seus resultados, visando compreender como uma cultura totalmente diferente se estabeleceu em um novo país, formando núcleos e comunidades. Contudo, o material já existente permite uma análise da arquitetura presente nesses núcleos, sendo possível entender, como os imigrantes viviam e se organizavam. O presente artigo busca compreender, desde sua chegada, os sincretismos realizados e a importância de seus resultados.


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Publicado

2023-11-29

Edição

Seção

Faculdade de Arquitetura e Urbanismo