Redes Sociais e Relações Pessoais: Novas Formas de Subjetivação no Adulto Jovem
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Publicado
2018-12-10
Edição
Seção
Centro de Ciências Biológicas e da Saúde
Com o advento da modernidade, aqui compreendida a partir da passagem da Idade Média para o Renascimento, mudanças ocorreram na sociedade. Destacamos o desenvolvimento do capitalismo que contribuiu para que aspectos do cotidiano fossem pautados no consumo e troca de mercadorias. Houve também desenvolvimento da tecnologia, internet e, consequentemente, as redes sociais adquiriram mais espaço no cotidiano, facilitando a troca de informações e comunicação. Este cenário também afetou a maneira como as pessoas lidam com outras e estabelecem relacionamentos amorosos, cujas bases passaram a ser a instantaneidade, o prazer imediato, o acúmulo de parceiros em detrimento do aprofundamento do vínculo e consequente maior tolerância à frustração. Isto é, o consumismo parece ter afetado a formação e rompimento dos laços afetivos. Frente a essas considerações, com o objetivo de investigar a possível influência das redes sociais nas formas de vinculação entre adultos jovens e, se estas formas têm tornado os relacionamentos mais supérfluos e menos duradouros, realizou-se pesquisa qualitativa cuja amostra consistiu de seis participantes, três homens e três mulheres, entre 18 e 40 anos. As informações foram coletadas em entrevistas semi-dirigidas, cujos conteúdos foram gravados e transcritos. Os resultados apontam que nos relacionamentos atuais, o ideal do amor romântico parece não constituir mais sua base, pois o que se almeja é o prazer imediato, a satisfação e a multiplicidade características do consumismo inerentes à lógica capitalista. Tais características são facilitadas pelos recursos que redes sociais proporcionam. Em se tratando de pesquisa qualitativa, os resultados ora obtidos não se prestam a generalização.