MESTIÇAGEM E EUGENIA: as convicções de Edgard Roquette-Pinto e Octavio Domingues.
Resumo
O movimento eugenista brasileiro foi conhecido por atuar principalmente, nas primeiras décadas do século XX. Parte dos responsáveis pelo que atualmente se conhece como Racismo Científico, os eugenistas brasileiros se utilizavam de preceitos baseados no determinismo biológico e positivismo científico para explicarem as questões que envolviam o Brasil, acreditavam que medidas nas áreas de saúde pública, desigualdade social, e até mesmo o desenvolvimento do pais estariam relacionadas com as origens biológicas de seu povo. Dentre os participantes do movimento eugenista brasileiro destacamos dois autores que tinham ideais semelhantes a respeito da “miscigenação racial”, no entanto, se afastavam de certas interpretações e conclusões do movimento eugenista. Comparando as ideias entre Octavio Domingues e Edgard Roquette-Pinto a respeito da eugenia, reparamos que ambos utilizavam a genética mendeliana para explicar o fenômeno da hereditariedade e justificar a sua aplicação em prol da eugenia, diferentemente de vários eugenistas brasileiros neolamarckistas, sendo assim, tanto Domingues como Roquette-Pinto não aceitavam que caracteres adquiridos durante a vida fossem transmitidos hereditariamente. Domingues, também acreditavam que a educação era importante para uma boa formação dos cidadãos brasileiros, sendo por ela que o estudante aprenderia as leis da hereditariedade e a eugenia durante sua formação escolar. Assim como Domingues, Roquette-Pinto dava valor a educação, sendo ele um dos pioneiros da educação via radiocomunicação no Brasil. Ambos foram importantes personalidades do movimento eugenista brasileiro.Downloads
Publicado
2021-12-01
Edição
Seção
Centro de Ciências Biológicas e da Saúde