IDENTIDADE MUSICAL NA IMPRENSA BRASILEIRA: COMO FAZER UM JORNALISMO CULTURAL QUE ATENDE ÀS DEMANDAS DA MODERNIDADE
Resumo
A presente pesquisa se propõe a explorar os conceitos de hibridação desenvolvidos por Néstor García Canclini na obra Culturas híbridas: Estratégias para entrar e sair da modernidade (2006), articulando-os com as ideias apresentadas pela autora Cremilda Medina a respeito do “diálogo dos afetos” na prática jornalística, a fim de discutir a produção de narrativas no jornalismo cultural brasileiro contemporâneo e os símbolos por elas criados. Traçando um histórico das concepções de “identidade” no Brasil, intimamente ligadas com a história da música, o artigo aborda os meios dos quais o jornalismo se apropria para retratar a cultura do país, em especial a música. Partindo da análise de duas peças jornalísticas e dos conceitos dos autores mencionados, pretende-se gerar reflexão e discussão sobre as ferramentas que os jornalistas têm a seu dispor para produzir narrativas culturais com mais aprofundamento e complexidade, e sobre o impacto que essas histórias têm em nossa visão de mundo.