EDUCAÇÃO INTEGRAL: UMA REVISÃO DE LITERATURA DA PROPOSTA DE ENISNO INTEGRAL EM TEMPO INTEGRAL DE SÃO PAULO
Resumo
A Educação Integral em Tempo Integral tem ocupado um lugar de destaque nas políticas públicas educacionais nas últimas décadas, sendo frequentemente apresentada como solução para os desafios da formação de crianças e adolescentes no Brasil. No entanto, há uma multiplicidade de interpretações e finalidades atribuídas a essa proposta, o que exige uma análise crítica de suas bases conceituais e práticas. Este trabalho tem como objetivo realizar uma revisão da literatura acadêmica e de documentos oficiais que tratam da definição e da implementação da Educação Integral em Tempo Integral, destacando seus pressupostos, contradições e perspectivas. A partir de uma seleção criteriosa de artigos publicados por instituições paulistas, analisaram-se as abordagens teóricas e as críticas à implementação do Programa de Ensino Integral (PEI), vigente no estado de São Paulo. Os resultados indicam a existência de uma tensão entre o discurso oficial, centrado na ampliação da jornada escolar, e os referenciais críticos que defendem uma formação humana integral, articulada com os direitos sociais, a cidadania e a participação democrática. Além disso, a pesquisa aponta para a ausência de um debate aprofundado sobre o papel da família e da comunidade no contexto do PEI, revelando uma lacuna importante entre a proposta de educação integral e sua concretização cotidiana. Conclui-se que a efetividade do PEI exige mais do que tempo ampliado: requer intencionalidade pedagógica, articulação intersetorial e compromisso com a equidade social.