RASTREIO DAS QUEIXAS E DISFUNÇÕES DO SISTEMA MUSCULOESQUELÉTICO EM PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS

Autores

  • Anna Beatriz Nakamura Narnatonis Universidade Presbiteriana Mackenzie image/svg+xml Autor
  • Denise Loureiro Vianna Universidade Presbiteriana Mackenzie image/svg+xml Autor

Resumo

A docência é uma profissão caracterizada por elevadas demandas físicas e mentais, sendo considerada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) uma das mais estressantes. Esse cenário favorece o surgimento de distúrbios musculoesqueléticos, que representam uma das principais causas de dor e incapacidade laboral. O presente estudo teve como objetivo investigar a prevalência e a localização de queixas musculoesqueléticas em professores universitários, analisando sua relação com a qualidade de vida e o nível de atividade física. Participaram da pesquisa 13 docentes do sexo feminino e 14 do sexo masculino, com idade média de 51,7 anos. Os dados foram obtidos por meio dos Questionário Nórdico de Sintomas Musculoesqueléticos (QNSM), Questionário de Qualidade de Vida (SF-36) e Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ). Os resultados revelaram que 74% dos professores apresentaram dor musculoesquelética nos últimos 12 meses, com maior frequência nos ombros, pescoço, região lombar e punhos. Os domínios Dor, Estado Geral de Saúde, Saúde Mental e Vitalidade apresentaram valores mais baixos. Foi observada correlação estatística entre valores mais elevados da carga horária semanal e os domínios da qualidade de vida e entre o nível de estresse relatado pelos participantes. Cerca de 70% dos participantes se apresentaram como ativos ou muito ativos, não foram encontradas correlação entre o nível de atividade física e dor musculoesquelética.

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Publicado

2025-12-02

Edição

Seção

Centro de Ciências Biológicas e da Saúde