Arquitetura anfíbia no contexto contemporâneo: comparativo entre Holanda e Amazônia

Autores

  • Sarah Mori Universidade Presbiteriana Mackenzie image/svg+xml Autor
  • Jair Antônio de Oliveira Junior Autor

Resumo

Nas últimas décadas, a elevação do nível do mar nos litorais vem causando grandes danos a população costeira, aumentando a probabilidade de abandonos de moradias, perdas humanas, danos ambientais e proliferação de doenças. Em mente a esta realidade futura, a arquitetura flutuante mostra-se como um meio de adaptação a estas circunstâncias. Existem comunidades que utilizam este modelo nas suas edificações, com o uso de sistemas de construção contemporâneas e outras com técnicas vernaculares. O objetivo desta pesquisa é analisar e comparar estas duas arquiteturas distintas com o ponto conector a flutuação, visando entender as diferentes metodologias apresentadas e onde poderia ter a troca de informações com foco no contexto amazônico. Com base nesses dois tipos, foi estudado edifício “Werkhaven Waternet” do escritório Attika Architekten, em Amsterdã   Países Baixos, como referência a arquitetura contemporânea flutuante, na qual há tecnologias modernas e materiais comumente encontrados em ambientes urbanos. E para arquitetura vernacular, foi escolhido a casa flutuante da comunidade “Nossa Senhora de Fátima”, em Manacapuru-AM, que utilizam materiais locais e técnicas ancestrais. Para a comparação destas duas arquiteturas, a análise foi dividida em 4 tópicos: sistemas construtivos, flutuação, ancoragem e conforto, focando aspectos como os tipos de materiais e mecanismos, e estudo das soluções apresentadas.

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Publicado

2022-11-16

Edição

Seção

Faculdade de Arquitetura e Urbanismo