FISIOTERAPIA NA INCONTINÊNCIA URINÁRIA FEMININA EM TEMPOS DE PANDEMIA PELA COVID-19: UMA PROPOSTA CONTEMPORÂNEA.
Resumo
Introdução: A incontinência urinária é definida como um distúrbio uroginecológico multifatorial, de alta incidência, sendo a fisioterapia, um dos principais tratamentos indicados. As terapias em grupo, por sua vez, são viáveis para reduzir a carência assistencial e demonstram bom custo-benefício, além de promover autonomia e integração entre os sujeitos, resultando em bons resultados, quando indicada corretamente. Objetivo: verificar o efeito de um acompanhamento em grupo para a incontinência urinária, nas variáveis; satisfação sexual, qualidade de sono e percepção corporal. Método: Trata-se de um estudo série de casos que acompanhou 5 participantes, idade média de 50,4 anos, perdas urinárias aos esforços e urgência, avaliadas quanto: qualidade de sono (Índice da Qualidade do Sono de Pittsburgh), desempenho sexual (Female Sexual Function Index) e percepção corporal (Body Image Scale). A intervenção consistiu em 10 sessões de teleatendimento fisioterapêutico remoto, síncrono, em grupo, baseadas em cinesioterapia associada a contrações de fibras rápidas e lentas do assoalho pélvico. Resultados: A partir desse modelo de intervenção foi observado discreta piora do desempenho sexual, melhora geral de todas as pacientes na variável qualidade de sono e melhora significativa na percepção corporal. Conclusão: O Índice de Satisfação Sexual FSFI mostrou piora pós-intervenção, mostrando melhora apenas no Desejo. O Índice da Qualidade do Sono de Pittsburgh mostrou melhora na qualidade de sono da população após intervenção, porém não foi o suficiente para uma diferenciação na escala final. Notou-se pouco sofrimento com a imagem após a intervenção fisioterapêutica pela Body Image Scale, sem alterações significantes com o resultado pré intervenção.Downloads
Publicado
2021-11-23
Edição
Seção
Centro de Ciências Biológicas e da Saúde