ENTRE LUTAS E RESISTÊNCIAS: O PAPEL DA OCUPAÇÃO 9 DE JULHO NO EMPODERAMENTO FEMININO

Autores

  • Bianca Silveira Rossato Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Universidade Presbiteriana Mackenzie Autor
  • Débora Sanches Autor

Resumo

O presente artigo tem como objetivo principal analisar como o empoderamento feminino se configura por meio da luta pela moradia digna na Ocupação 9 de Julho, localizada no bairro Bela Vista, em São Paulo, bem como pelas ações no combate da pandemia da Covid-19. Desde 1997, data da primeira ocupação do prédio da antiga sede do INSS, onde hoje é localizada a ocupação, as lideranças dos movimentos são compostas predominantemente por mulheres. Essas líderes lutam por um direito básico presente no Estatuto da Cidade: o direito à cidade; e, ao agirem em prol da moradia digna, tornam-se seres coletivos, isto é, indivíduos cujas atitudes impactam amplamente a sociedade. A metodologia utilizada foi a interpretação de bibliografia, dados estatísticos e documentários, analisados sob a perspectiva de 4 pilares metodológicos. Com isso, foi possível compreender que a luta das lideranças femininas da Ocupação 9 de Julho e Movimento Sem Teto do Centro (MSTC) são ponto chave para resistir às opressões de gênero, raça e classe presentes no cotidiano contemporâneo. Essas líderes, ao se mostrarem como seres coletivos perante a comunidade, criaram uma rede de ação e apoio amplamente utilizada durante a pandemia provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2. Logo, a pesquisa traz como contribuição o mapeamento das conquistas das lideranças femininas na luta pela moradia digna e a importância da parceria entre os movimentos socias e as ATHIS na instrumentalização e descriminalização desses.

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Publicado

2022-11-24

Edição

Seção

Faculdade de Arquitetura e Urbanismo