IGREJAS DA “CAJUÍNA TERESINA”: PRESERVAÇÃO DE MARCOS DA PAISAGEM E DA MEMÓRIA COLETIVA NA CAPITAL PIAUIENSE
Resumo
A pesquisa busca tecer investigações sobre aspectos do histórico da cidade de Teresina, tendo as suas primeiras igrejas como participantes ativas na construção desse solo. Observando a formação do tecido urbano da capital, o trabalho pretende analisar como se deram os processos de formação de cada um de seus templos religiosos: Igreja Matriz de Nossa Senhora do Amparo, Catedral Metropolitana Nossa Senhora das Dores e Igreja de São Benedito - erigidos nessa ordem - e seus desdobramentos na leitura da paisagem. A Igreja do Amparo, como ficou conhecida, foi o primeiro edifício religioso elevado na nova capital, após a transferência do poder provincial de Oeiras, em 1852. Em consequência do crescimento da cidade, a Matriz precisou dividir seu espaço com a construção da Igreja de Nossa Senhora das Dores, que viria a ser posteriormente nomeada como Catedral. O terceiro templo, dedicado ao santo negro São Benedito, foi construído em um dos limites territoriais da cidade à epoca, o Alto da Jurubeba, que anos mais tarde seria considerado o ponto nodal de acesso ao bairro Centro. A questão da constituição da memória coletiva dessas igrejas frente ao povo teresinense também foi um dos pontos a serem perscrutados no artigo. Por fim, o estudo parte de ampliações advindas da pesquisa desenvolvida paralelamente sobre Teresina, entre 2020 a 2021, para o Trabalho Final de Graduação apresentado à Universidade Presbiteriana Mackenzie intitulado Cidade Cajuína Cristalina - aproximações de preservação em centros históricos de cidades nordestinas: o caso de Teresina.
Palavras-chave: Teresina. Igrejas. Memória.