Quem ama não mata
Resumo
Embora a lei do Feminicídio (13.104/2015) seja recente, “quem ama não mata” foi uma frase popular em protestos contrários ao feminicídio, já em 1982, conhecido por crime passional. Com o tempo, o crime não deixou de fazer parte do cotidiano brasileiro; dados indicam que a cada duas horas, uma mulher é assassinada (FBSP, 2017). Logo, o assunto se faz presente em diversos noticiários televisivos, que, por sua vez, são a fonte principal de consumo de notícias no Brasil. Por ser um crime que envolve nuances sociais, históricas e culturais, o feminicídio pode ser interpretado de diversos pontos de vista. Por causa disso, o jornalismo também é importante por atuar como base para a bagagem do cidadão, já que estar bem-informado pode mudar a visão individual e coletiva. Assim, o jornalismo pode agir como um catalisador de mudanças sociais ao informar a população. Este artigo trata da análise de duas coberturas de casos de feminicídios para melhor compreensão de como as notícias acerca da criminalidade chegam ao brasileiro. Os casos analisados são o caso Tatiane Spitzner, morta por Luís Manvailler, e o caso Viviane Arronenzi, assassinada por Paulo Arronenzi. O veículo analisado é o Jornal Nacional, da Rede Globo, por ser um dos principais noticiários televisivos do país, com o ápice da audiência em 35 pontos no ano de 2020.Downloads
Publicado
2021-11-22
Edição
Seção
Centro de Comunicação e Letras