Energia renovável e consumo sustentável: implementação de placas fotovoltaicas na arquitetura brasileira.
Resumo
A Revolução Industrial acarretou transformações na sociedade, na economia e no meio ambiente, devido a lógica capitalista e ao alto consumo de combustíveis fósseis. Este comportamento resultou em diversos problemas ambientais, com destaque às emissões de gases do efeito estufa que são liberados em várias atividades, incluindo a geração de energia. Com o intuito de reduzir tais impactos, iniciam-se uma série de conferências, reuniões e acordos mundiais, destacando o Acordo de Paris, assinado em 2015 por 195 países com o objetivo de limitar o aumento da temperatura global. A partir disso, as nações buscam por outras fontes, preferencialmente renováveis, para reduzir a dependência dos combustíveis fósseis, diversificando a matriz energética e elétrica. Dentre elas, a solar fotovoltaica recebeu grandes investimentos e projetos internacionais, destacando a Alemanha e o Japão como pioneiros. Já no contexto brasileiro, este avanço da energia solar foi mais lento e apenas atingiu altos índices e percentuais no fim de 2021, reflexo da crise hídrica, redução do custo dos equipamentos, aumento da conta de luz e dentre outros motivos. Posto isto, o artigo busca compreender a sua viabilidade, atrelado a produção arquitetônica, já que os painéis fotovoltaicos podem ser instalados atrelados a uma edificação, e outras técnicas sustentáveis podem ser relacionadas à esta obra. Dessa maneira, a pesquisa aborda os sistemas solares fotovoltaicos, do ponto de vista técnico, o contexto político do Brasil, e são realizadas análises socioeconômica e ambiental, com o intuito de incentivar a fonte solar, mas estudar os impactos e a contribuição arquitetônica.