INADEQUAÇÃO DE MICRONUTRIENTES ENTRE UNIVERSITÁRIOS
Resumo
INTRODUÇÃO: Os comportamentos e hábitos de vida estabelecidos durante o período da adolescência e juventude podem ter impactos significantes na ocorrência de doenças futuras. OBJETIVO: Avaliar a inadequação da ingestão de micronutrientes em universitários de uma instituição privada do município de São Paulo. MÉTODO: Estudo de delineamento transversal realizado em uma universidade privada da cidade de São Paulo, com amostra de 164 estudantes universitários de ambos os sexos e com idades entre 18 e 46 anos. Todos responderam um questionário online com os dados demográficos, socioeconômicos e de estilo de vida. O consumo alimentar foi avaliado por registro alimentar de 3 dias. A inadequação da ingestão de micronutrientes e de macronutrientes foi avaliada pela abordagem do IOM, utilizando-se EAR, AI ou AMDRs dependendo de cada caso. RESULTADOS: A maioria era do sexo feminino (68,3%), com idade média de 20,5 anos (± 3,2) e IMC médio de 23,3 kg/m²(±4,2). A maioria dos participantes frequentava o curso de Direito (32,32%), seguido de Nutrição (12,2%) e Psicologia (12,2%). A maioria dos participantes (94%) tiveram a ingestão de energia inferior a necessidade estimada de energia (EER). Para a maioria dos estudantes, o consumo de carboidratos (58%), proteína (92%) e lipídeo (59%) estava dentro da recomendação. Todos os micronutrientes avaliados apresentaram prevalências de inadequação altas (>=15%), com exceção de fósforo para o sexo masculino (11%). CONCLUSÃO: Apesar da maioria dos estudantes estarem com estado nutricional adequado é recomendado a criação e implementação de práticas que incentivem hábitos alimentares saudáveis, com finalidade de reduzir o risco de desenvolvimento de DCNT.