GEOTECNOLOGIA APLICADA À ANÁLISE URBANO-AMBIENTAIS: O MAPEAMENTO DE ASSENTAMENTOS PRECÁRIOS VERSUS ÁREAS AMBIENTALMENTE PROTEGIDAS NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO

Autores

  • Lorena de Oliveira Silva Universidade Presbiteriana Mackenzie image/svg+xml Autor
  • Angélica A. T. B. Alvim Autor

Resumo

Este artigo tem por objetivo reforçar o uso do geoprocessamento no curso de Arquitetura e Urbanismo. Tem-se como pressuposto que aliar as bases georreferenciadas às fotos aéreas pode contribuir para entender melhor a dinâmica do crescimento da mancha urbana, sobretudo nas áreas de proteção ambiental, como os mananciais. Em uma primeira aproximação, é feito um mapeamento dos assentamentos precários localizados em áreas ambientalmente protegidas no município de São Paulo, a partir dos setores censitários do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e de dados produzidos pelo Centro de Estudos da Metrópole (CEM) cruzados com bases ambientais. A partir deste cruzamento será feito uma análise comparativa entre os dados do IBGE e do CEM para compreender quantitativamente como a reclassificação do CEM foi mais abrangente. Em seguida, numa segunda aproximação, a partir do estudo de caso do Cantinho do Céu, é analisado como o processo de ocupações irregulares nas áreas de manancial pode ser contido quando incentivados projetos de reurbanização e reassentamento. Conclui-se que o uso de dados georreferenciados junto às fotos áreas traz uma análise mais condizente à realidade local e, por isso, seu uso deve ser cada vez mais incentivado na Academia e na formulação de políticas públicas.

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Publicado

2022-02-21