AVALIAÇÃO DAS FUNÇÕES EXECUTIVAS EM RATOS EXPOSTOS AO STATUS EPILEPTICUS NEONATAL
Autores
Samuel Pereira Batista
Universidade Presbiteriana Mackenzie - UPM
Autor
Roberta Monterazzo Cysneiros
Autor
Biografia do Autor
Samuel Pereira Batista, Universidade Presbiteriana Mackenzie - UPM
O status epilepticus (SE) neonatal em ratos produz prejuízos na sociabilidade, na emocionalidade, mas sem alterações cognitivas. Utilizamos tarefas com alta demanda cognitiva como labirinto de Barnes (LB) e o labirinto octogonal (LO). No LO, o tempo gasto para completar a tarefa não diferiu entre os grupos em nenhuma das fases (fase de treinamento (FTR, U = 33, p = 0,81), fase teste (FT, t = 1,160, p = 0,26), fase reteste (FR, U = 23, p = 0,22). Contudo, o grupo experimental exibiu menos erros na memória de trabalho na FT (U = 16,50, p = 0,045), sem diferença nos erros de memória de referência na FTR (U = 24,50, p = 0,2353), FT (t= 1,62, p = 0,12) ou na FR (U = 25, p = 0,30). No LB, o tempo gasto para encontrar o escape na FTR diminuiu ao longo das sessões (F(11,165) = 5,25, p <0,0001), mas não diferiu entre os grupos (F(1,165)= 0,11, p= 0,73). Na FT, o tempo para encontrar o escape não diferiu entre os grupos (t= 1,08, p= 0,31), mas o grupo experimental utilizou uma estratégia diferente para encontrar o orifício de escape, despendeu tempo semelhante nas diferentes zonas, e os animais controle despenderam maior tempo próximo ao orifício alvo. Um único episódio do SE neonatal melhorou sutilmente a memória de trabalho e a flexibilidade comportamental.