AMBIENTES TÓXICOS EM ESCRITÓRIOS DE ADVOCACIA NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO NO SÉCULO XXI: O PAPEL DOS GESTORES
Resumo
O artigo examina o impacto de ambientes tóxicos em escritórios de advocacia em São Paulo e o papel da liderança nesses contextos. A pesquisa destaca que esses ambientes geram efeitos negativos significativos na saúde mental dos advogados, incluindo sintomas de estresse, burnout, ansiedade, depressão e síndrome de pânico. O trabalho aponta que pressões por alta produtividade e cumprimento de metas impõem uma carga de trabalho intensa, levando os advogados a extensas jornadas, frequentemente incluindo horas extras e finais de semana, o que dificulta a conciliação entre vida pessoal e profissional. A liderança autoritária é identificada como um fator agravante nesse cenário, onde gestores muitas vezes utilizam práticas abusivas, como humilhações públicas, manipulações e pressões excessivas, criando um clima de competição intensa e desumanização. A pesquisa também indica que a cultura organizacional nesses escritórios constantemente valoriza o lucro e a produtividade em detrimento do bem-estar dos funcionários, o que perpetua o ciclo de desgaste psicológico. A metodologia do estudo incluiu entrevistas com advogados, e os dados coletados revelam que muitos profissionais acabam permanecendo nesses ambientes por questões econômicas ou prestígio associado ao escritório. A análise sugere a necessidade de mudanças nas práticas de gestão para promover um ambiente de trabalho mais saudável e sustentável para os advogadosDownloads
Publicado
2025-12-02
Edição
Seção
Centro de Ciências Biológicas e da Saúde