CORINGA, OU O FRANKENSTEIN MODERNO: Uma ANÁLISE DO FENÔMENO TEMÁTICO-MITOLÓGICO EM NARRATIVAS MODERNAS

Autores

  • Santiago Daniel Dubra Universidade Presbiteriana Mackenzie image/svg+xml Autor
  • Lilian Cristina Correa Autor

Resumo

Os seres humanos contam histórias desde seu surgimento, como uma maneira de compreender e entrar em harmonia com o mundo ao seu redor, tornando o contexto um fator de influência na construção de narrativas. No entanto, a recorrência de elementos temáticos semelhantes em narrativas produzidas em diferentes contextos levanta a hipótese da existência de problemáticas humanas e universais, que se manifestam em narrativas durante toda a trajetória da humanidade. Este artigo teve como objetivo analisar o romance Frankenstein, ou O Prometeu Moderno (1818), de Mary Shelley, e o filme Coringa (2019), de Todd Phillips, que, apesar dos diferentes contextos de produção e suportes, apresentam elementos arquetípicos semelhantes. A análise foi realizada através de um viés comparativo focando nos arcos narrativos de Arthur Fleck, o protagonista de Coringa (2019), e a Criatura, personagem de Frankenstein (1818), suas caracterizações, e as temáticas expostas nos enredos, por meio das perspectivas de teóricos como Antônio Candido (1968) e Massaud Moisés (2006), entre outros. Assim como estabelecendo um paralelo entre as narrativas e problemáticas presentes na sociedade contemporânea, justificando as diferenças entre ambas as obras ao observar os contextos de produção, a partir das concepções de Joseph Cambell (1991), Stuart Hall (2005) e Martha Nussbaum (2010), entre outros, de maneira a compreender a manifestação do fenômeno temático-mitológico em narrativas modernas e diferentes suportes.


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Publicado

2021-11-04

Edição

Seção

Centro de Comunicação e Letras