CONSUMO DE ALIMENTOS PREBIÓTICOS E PROBIÓTICOS POR PACIENTES ATENDIDOS EM UMA CLÍNICA ESCOLA DE UMA UNIVERSIDADE DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO

Autores

  • Júlia Passos Barros Universidade Presbiteriana Mackenzie image/svg+xml Autor
  • Ana Paula Bazanelli Universidade Presbiteriana Mackenzie image/svg+xml Autor

Resumo

Introdução: Dentre os alimentos funcionais tão buscados atualmente, estão os probióticos, os prebióticos, os quais promovem equilíbrio da microbiota intestinal, melhora da saúde do hospedeiro, podendo estar associados à redução do risco de doenças crônicas degenerativas e não transmissíveis. Objetivo: Caracterizar o consumo de alimentos prebióticos e probióticos por pacientes atendidos na Clínica Escola de Nutrição de uma Universidade do Município de São Paulo. Métodos: Tratou-se de um estudo com delineamento transversal, que foi realizado com dados secundários de prontuários de uma amostra de pacientes adultos, de ambos os sexos, frequentadores de uma Clínica Escola de Nutrição de uma Universidade do Município de São Paulo. Foi analisado nos prontuários fundamentalmente o recordatório de 24h e se houve consumo de alimentos prebióticos, em que foram considerados os seguintes: aveia e chia; banana, maçã, pera, caju e ameixa; tomate, cebolinha, alho, cebola, repolho, beterraba e pepino; castanha de caju e castanha do Pará; leite, iogurte, queijos, coalhada e ricota. Resultados: O estudo incluiu 47 pacientes, sendo a maioria do sexo feminino (76,6%), com idade média de 35,2 anos e estado nutricional de eutrofia (32%). Como alimentos probióticos (grupo do leite) os mais consumidos foram os queijos (46,8%). Como prebióticos, os alimentos que receberam destaque dos grupos das frutas e dos vegetais, foram a banana e o tomate, consumidos por 35,7% e 39,5%, da amostra, respectivamente. Do grupo dos cereais, a aveia foi o de maior consumo, presente em 16,9% dos consumidores. Já em relação ao grupo das oleaginosas, a castanha-de-caju foi consumida por apenas 3,8% dos pacientes. Conclusão: Os pacientes atendidos na Clínica Escola de Nutrição apresentaram um elevado consumo de alimentos prebióticos e probióticos, sendo este consumo mais concentrado em alimentos dos grupos de leite e derivados, frutas e vegetais.

Biografia do Autor

  • Júlia Passos Barros, Universidade Presbiteriana Mackenzie
    Aluna de Graduação do curso de Nutrição da Universidade Presbiteriana Mackenzie
  • Ana Paula Bazanelli, Universidade Presbiteriana Mackenzie
    Possui Graduação em Nutrição pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2002), Especialização em Nutrição Aplicada as Doenças Renais pela Universidade Federal de São Paulo - Unifesp/EPM (2004), Mestrado em Nutrição pela Universidade Federal de São Paulo - Unifesp/EPM (2006) e Doutorado em Ciências pela Universidade Federal de São Paulo - Unifesp/EPM (2011). Atualmente é docente no Curso de Nutrição da Universidade Presbiteriana Mackenzie e Co-Founder da nutriON - Atualização em Nutrição. Possui experiência na área de Nutrição Clínica atuando em consultório e docência.

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Publicado

2022-11-16

Edição

Seção

Centro de Ciências Biológicas e da Saúde