LUXO E VIOLÊNCIA, O PARADOXO DA INDÚSTRIA DA MODA: Uso de mão de obra feminina, racializada e periférica em condição análoga à escravidão

Autores

  • Michely Gregorio Prado Universidade Presbiteriana Mackenzie image/svg+xml Autor
  • Patricia Tuma Martins Bertolin Autor

Resumo

O trabalho em condições análogas à escravidão, forma de trabalho forçado, reflete problemas estruturais e socioeconômicos de um tempo em que gênero e raça são cruciais para a exploração laboral, marcada por desigualdades e pobreza. Aqui a interseccionalidade revela como gênero, raça e classe se apõem, acentuando a exploração na indústria têxtil. A presente iniciação científica se propõe a analisar a exploração laboral dos trabalhadores migrantes, usando teorias de Gereffi, de consumo e produção, definindo a indústria têxtil através do modelo buyer-driven, e das dinâmicas fast fashion, com sweatshops, e a consequente exploração dos operários. Utiliza-se o método de Revisão Bibliográfica, para evidenciar, firmado na teoria da interseccionalidade, como mulheres, pobres, migrantes ou racializadas, são mais suscetíveis à situações de exploração exacerbada e opressão laboral no setor têxtil, incluindo condições precárias e insalubres, práticas abusivas como retenção de documentos, e endividamento, longas jornadas e baixos salários, definidas por Convenções Internacionais e pelo Ministério Público do Trabalho como violações dos direitos humanos fundamentais.

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Publicado

2024-11-19